Se você pudesse entender

Eu não menti quando disse que achava tudo aquilo que fiz errado. Tão difícil era pra você aceitar quanto pra eu explicar. Fiz o que consegui de forma incompleta e falha, honesta ao seu modo. Era o máximo e não foi suficiente.

Não sei o tamanho da chaga que ficou. A cólera sei que ainda existe. Se na sua lembrança não sou inimigo, ao menos estou naquele limbo de pessoas desprezíveis que a gente guarda no coração como referência ruim.

Normalmente eu diria que o que começa errado não há de terminar melhor. Acontece que nem sei dizer se começou errado. Certo é que não foi da melhor forma. E assim seguiu-se. Queria hoje fazer muitas coisas diferentes das que fiz e nem todas elas seriam exatamente felizes pra você, mas ao menos teriam consistência. Hoje sei o real tamanho de uma lacuna num entendimento. Oxalá eu pudesse não ter deixado tantas.

Me perdoa, nem que seja um dia desses.

  1. Perdoamos quando esquecemos, quando mais nada se sente… Como decidir quando e se queremos esse desapego?

    • sad flower
    • dezembro 15th, 2009 10:12pm

    .
    das dores, as maiores, para mim, por favor
    não ouso rasgar lágrimas por poucos grãos de areia
    o vento destrói minhas dunas, mas não meu sorriso
    só deixo meus olhos escorrerem montanhas
    não permito pedrinhas bobas
    faço das queixas, dilúvio
    ou apenas, ensolação
    .

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