COVID-19 | FORMAS DE PREVENÇÃO NA INDÚSTRIA

Categoria Informativos

Escrito por Everton Abatepaulo de Barros

Em 30/03/2020
 COVID-19

O (COVID-19), descoberto em 31/12/2019 após casos registrados na China, provoca uma doença chamada popularmente de “Coronavírus”.

 Estudos feitos pelo Instituto Nacional de Saúde, agência do governo dos Estados Unidos, indicam que o vírus poderá sobreviver por mais tempo em materiais plásticos ou aço inoxidável, chegando até três dias de sobrevida. Em papelão, poderá sobreviver até vinte e quatro horas, em cobre por até quatro horas. Portanto, a transmissão do vírus poderá ocorrer também através do compartilhamento do ambiente com uma pessoa infectada, mesmo que horas mais tarde.

 É comprovada a contaminação é por contato, pois não existe estudos conclusivos sobre a contaminação pelo ar até o momento.

 De fato, não podemos usar essas informações como um guia prático. Estudos sobre o novo vírus ainda são preliminares e deverão ser analisados pela comunidade científica.

 O período que leva os sintomas aparecerem desde a infecção, chamado de período de incubação, é de 2 a 14 dias, período em que ocorre a transmissão do vírus para outras pessoas.

 Apesar dos estudos serem preliminares, sabemos que os sintomas da doença, são principalmente respiratórias, semelhantes à de um resfriado, porém, podem causar infecção do trato respiratório inferior, causando pneumonias.

 Seus principais sintomas são febre, que varia a temperatura alta entre jovens e idosos, tosse e dificuldade para respirar. “Coriza” não é sinal de COVID-19.

 O uso de máscaras é recomendado somente para pessoas que estão resfriadas/gripadas. É importante ressaltar que a compra desnecessária das mesmas, pode ocasionar a falta no mercado para pessoas que realmente precisam.

 Sabemos até o momento que o coronavírus é transmitido por gotículas de saliva, espirros, tosse, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão e contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguindo contato com a boca, nariz e olhos.

 Precisamos seguir as orientações básicas para reduzirmos o risco de contrair ou transmitir o vírus.

  

FORMAS DE PREVENÇÃO

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, respeitando os cinco momentos de higienização (1 antes do contato com o paciente. 2 antes da realização do procedimento. 3 após o risco de exposição a fluídos biológicos. 4 após o contato com pacientes. 5 após contato com áreas próximas aos pacientes.), ou para quem não trabalha na área da saúde, umedecer as mãos com qualquer tipo de sabonete/sabão, espalhando pelas palmas das mãos de um lado para o outro, depois espalhar pelas costas das mãos, esfregando de um lado para o outro incluindo entre os dedos, esfregar as unhas na palma da mão e depois esfregar os punhos); evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem antes higienizar as mãos; evitar contato com pessoas doentes e quando estiver doente, não sair de casa; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço, jogando – o fora na sequência; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência como: maçanetas de porta, canetas, ferramentas de trabalho entre outros. O álcool recomendado para higienizar o ambiente e as mãos é o 70%. Acima dessa concentração não é aconselhável devido à evaporação rápida do produto, fazendo com que a eliminação do vírus não seja eficiente.

 No transporte coletivo, manter a ventilação natural, mantendo as janelas abertas, evitar ar condicionado na função recirculação de ar, higienizar os assentos.

  

FORMAS DE PREVENÇÃO NA INDÚSTRIA

Além das recomendações acima, atenção à utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI.

 Como a forma de contaminação da doença é por contato, nunca leve as mãos ao rosto, por isso, o uso de protetores auditivos, mascaras de proteção, óculos, máscara de solda, protetores faciais entre outros, faz com que as mãos ou os próprios equipamentos, tenham contato com olhos, narizes e boca.

 Atenção a esses detalhes, façam o uso sempre após a higienização das mãos e não os deixem armazenados em bancadas ou postos de trabalho, guardando sempre em locais adequados.

 Ferramentas de trabalho e EPI, poderão ser fonte de contaminação da doença, caso não sejam tomadas as devidas precauções.

 Máscaras de proteção deverão ser utilizadas quando uso for indicado, pois ela oferece uma falsa proteção ao usuário e não poderá ser compartilhada entre funcionários.

 Manter distância segura entre os trabalhadores de no mínimo 1,5 m conforme orientações do Ministério da Saúde é essencial para evitar a contaminação. Evite contaminações.

 Reforçar limpeza dos ambientes de trabalho, priorizando sanitários e vestiários e pontos de grandes contatos como: corrimão, maçaneta, terminal de pagamentos, elevadores, mesas, cadeiras, etc.

Priorizar ventilação natural, mesmo que o dia estiver com baixa temperatura e não utilizar ar condicionado, pois o mesmo faz o ar permanecer circulando no ambiente.

 Os trabalhadores que prepararem as refeições deverão utilizar máscaras cirúrgicas e luvas, além de manter a rigorosa higiene pessoal e do ambiente de trabalho como: superfície das mesas.

 Proibido compartilhar copos, pratos e talheres sem estar esterilizados.

 Manter a distância segura na fila do refeitório e separar as cadeiras para garantir a o distanciamento adequado enquanto fazem suas refeições.

  

DIAGNÓSTICO DA DOENÇA

O diagnóstico poderá ser realizado pelo teste rápido (sorológicos) ou pelo teste chamado de RT-PCR.

 A diferença entre eles é que o RT-PCR informa em tempo real se o vírus esta em ação no corpo humano, enquanto o teste rápido informa a presença de anticorpos produzidos pelo corpo em resposta a infecção como o igm e o igg.

 Nos dois casos são coletada amostras de materiais respiratórios como indução de escarros ou aspiração de vias aéreas, porém as amostras RT-PCR, são encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que encaminhará as amostras para o Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra para análise de metagenômica.

 O resultado do exame pela técnica RT-PCR (sigla em inglês para transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase), demoram em média de 72 horas.

  

O QUE FAZER

Para evitar idas desnecessárias as unidades médicas, quem apresentar febre e mais algum outro sintoma da doença, deverá ligar para a ouvidoria dos SUS (136) para receber orientações antes de qualquer decisão.

  

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Disponibilizamos um informativo com dicas de prevenção para que você possa imprimir e fixar no quadro de avisos de sua empresa. Baixe agora mesmo: https://www.ardil.com.br/wp-content/uploads/2020/03/ardil-informativo-covid-19.pdf

  

Referências bibliográficas

AGRELA, Lucas – Estudo sugere que coronavírus sobrevive em ambientes por até três dias. 2020. Disponível em: https://exame.abril.com.br/ciencia/estudo-sugere-que-coronavirus-sobrevive-em-ambientes-por-ate-tres-dias | Acesso em: 31 mar. 2020.

FERREIRA, Nicolas – Saiba como funciona o PCR, o exame que detecta o novo coronavirús. 2020. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/17/saiba-como-funciona-o-pcr-o-exame-que-detecta-o-novo-coronavirus.htm | Acesso em: 31 mar. 2020.

MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Ofício circular sei nº 1088/2020/ME. Brasília 2020.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. O que é o Coronavírus. 2020. Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.br | Acesso em 31 mar. 2020.

GIRALDI e CAMBRICOLI – Governo prevê usar testes rápidos e moleculares para coronavírus, entenda a diferença entre eles. 2020. Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,governo-preve-usar-testes-rapidos-e-sorologicos-para-coronavirus-entenda-a-diferenca-entre-eles,70003246845 |  Acesso em 01 de abr. 2020.

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